Choca você saber que o atraso e desorganização dos trens da Supervia custaram o incêndio de uma das composições e depredação da estação de Nilópolis?.
Sabemos que a melhoria do sistema de transporte é questão chave para a preparação do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. Só que a melhoria vai muito além do trem, do metrô ou do ônibus.
O Caos instalado
As cenas tristes de se ver num Rio de Janeiro do século XXI, com policia mais uma vez jogando gás, dando tiro e usando táticas de guerrilha para conter a população que, veja você, voltava para casa, é fruto de outras questões.
Temos uma população desassistida há pelo menos 30 anos. Para quem mora em regiões da baixada, zona-oeste e subúrbios da Leopoldina, a rotina de transporte precário, poucas vagas de emprego próximas de casa, baixos salários e inexistência de equipamentos culturais e de lazer é tão comum como o churrasco de final de semana.
A reação – eliminando aqui a fantasiosa tese da sabotagem, me parece mais fruto de efeito manada. Não é o caso aqui de eximir de culpa aqueles que deflagaram o quebra-quebra. São cidadãos irresponsáveis que, dias após a cidade receber o prêmio e a confiança mundial, promoveram um show de vandalismo.
Culpados, ou melhor, passíveis de culpa somos todos nós que não entendermos que talvez seja esse o momento para falar não só da festa do esporte, mas de seu lema maior que versa sobre o prazer de competir, participar e não o de vencer.
Até porque, nas tristes cenas abaixo, perdemos todos.




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